A comunicação de São Miguel tem alcance, identidade e um ativo turístico raro. O que ainda não existe é o caminho entre ver um post e decidir a viagem. É essa camada que esta página propõe.
A lógica desta página é simples: antes de produzir qualquer coisa nova, fazer funcionar o que a cidade já construiu e pagou. O site oficial tem hotelaria, gastronomia, mapa do turista, lista de guias de turismo e venda de ingresso online. É uma base melhor do que a de muito destino privado, e o Instagram quase não leva ninguém até ela.
Por que números absolutos e não percentuais. Classificar um post como "ajuda a decidir" ou "é agenda" é julgamento, e julgamento se discute: a série gastronômica, por exemplo, traz endereço e telefone de cada casa, então pela régua certa ela já é conteúdo de "onde comer". Para não apoiar a proposta numa classificação discutível, os números acima são contagens diretas de coisas que ou existem ou não existem. As três que estão em zero continuam em zero sob qualquer critério.
Conteúdo institucional não é desperdício, ele serve quem já conhece a cidade e acompanha o perfil. A questão é que ninguém atravessa o estado por causa de um comunicado. Cada item abaixo tem o estado de hoje, o que muda se for feito e como saber se funcionou. Nenhum deles substitui o que já está sendo publicado. A agenda, os comunicados e a cobertura institucional seguem como estão.
Nada aqui exige produzir conteúdo novo. É destravar o que o perfil já gera e passar a medir.
O WhatsApp de informações turísticas já existe e aparece em quatro legendas do período, mas não na bio, que traz só o link do site. Quem vê um post e quer perguntar algo depende de achar o número dentro de uma legenda antiga ou de abrir uma conversa no direct. Deixar o canal visível e, principalmente, medido é o que transforma essa conversa em número de prestação de contas.
Como medir: mensagens recebidas por semana, antes e depois
O site é citado em seis publicações do período: quatro levam ao site oficial, uma à bilheteria e uma diz "link na bio". Duas delas convidam a montar o roteiro. Ou seja, o hábito existe. O que falta é ele alcançar os posts certos. O mais visto do período, com 154 mil visualizações, não leva a lugar nenhum, e quem chega por um post desses geralmente ainda não segue o perfil: não vai procurar o link por conta própria.
Como medir: cliques no link e sessões do site vindas do Instagram
O site oficial vende ingresso do Som e Luz. Isso é raro num destino público e muda a conversa, porque é o único ponto do percurso que termina em dinheiro, e hoje o Instagram não manda ninguém para lá. Medir venda atribuída à campanha depende de a bilheteria online permitir leitura dos pedidos, o que precisa ser verificado antes de ser prometido. Enquanto isso não estiver validado, o indicador honesto é o encaminhamento até a página de compra.
Como medir: cliques até a bilheteria. Ingresso vendido e custo por ingresso entram depois de validada a integração
O link da bio leva ao site oficial sem marcação de campanha, então o site registra todo mundo junto, sem separar bio, anúncio e stories. Marcar o link da bio resolve a origem do canal. Para saber qual campanha e qual criativo trouxe cada visita, o caminho é outro: cada anúncio precisa do seu próprio link marcado, porque todos os posts que apontam para a bio dividem a mesma marcação. Vale dizer isso com clareza para não prometer uma precisão que o link único não entrega.
Como medir: sessões do site separadas por canal e, nos anúncios, por campanha e criativo
Quem assistiu aos vídeos do perfil pode ser reunido em um público dentro do Meta, com janela retroativa de até 12 meses. O post do 20 de Setembro sozinho levou 154 mil visualizações. Se esse público ainda não foi criado, ele vence dia a dia e não dá para recuperar depois. De fora da conta não é possível saber se já existe, então esta é a primeira verificação a fazer com acesso autorizado. Criar não custa mídia.
Como medir: tamanho do público reunido
Os destaques atuais cobrem ingressos, horários, balonismo, dúvidas e eventos. Ingressos e horários já ajudam quem decidiu vir. Falta o que vem antes da decisão: Como chegar, Onde ficar, Onde comer e Roteiros.
Como medir: visualizações de cada destaque novo
Localização marcada, de três a cinco hashtags, primeira linha que segura o scroll e uma chamada clara no fim. Metade dos posts não usa hashtag nenhuma e quase nenhum marca a localização, o que mantém o perfil fora da página de local "São Miguel das Missões", onde o turista pesquisa.
Como medir: percentual de posts com chamada e com localização
Nos posts mais vistos aparece gente dizendo que pretende visitar, e em um deles há uma reclamação de atendimento sem resposta do perfil. A única resposta veio de outro usuário reforçando a crítica. É demanda e reputação passando sem tratamento.
Como medir: tempo médio de resposta
A maior parte das 79 publicações do período é agenda, evento, comunicado ou feira. O que quase não existe é o conteúdo que responde a quem ainda está decidindo se vem. Esta é a lacuna maior.
Carrossel salvável cobrindo como chegar, quanto custa, onde ficar, onde comer e roteiros de 1, 2 e 3 dias. O único post-guia do período ("Primeira vez em São Miguel das Missões?") teve 300 curtidas contra uma mediana de 95 no perfil. O formato funciona e foi usado uma vez em seis meses.
Como medir: salvamentos, compartilhamentos e cliques no link
Entrada, Som e Luz, hospedagem e comida, com valor. O post que avisou que a visitação estava gratuita foi o quarto melhor do período inteiro, com 2.013 curtidas. Preço é gancho comprovado nesse perfil, e ninguém está usando.
Como medir: salvamentos e mensagens sobre valores
Distância, tempo de estrada e trajeto saindo de Porto Alegre, Santa Maria, Passo Fundo e do oeste catarinense. É a primeira pergunta de quem nunca veio, e hoje o site responde só com a distância até Porto Alegre.
Como medir: salvamentos por cidade de origem
O espetáculo aparece em sete legendas, três delas apenas informando horário, e em nenhum vídeo. É o produto noturno que faz o turista dormir na cidade em vez de passar o dia e voltar. É o que gera pernoite para a rede hoteleira.
Como medir: visualizações do Reels e cliques em ingresso
O site já lista 5 hospedagens e a série Missões à Mesa já reuniu 11 casas. O material existe. O que falta é ele render para os dois lados. Hospedagem aparece de passagem em três legendas e nunca como assunto, nenhum post leva às páginas do site, e a série gastronômica saiu sem coautoria com as casas, ou seja, circulou só no público do próprio perfil. Redistribuir esse mesmo material, agora em coautoria e dentro de um roteiro, faz ele nascer também no feed dos seguidores de cada estabelecimento. É o retorno que justifica o dono ter entrado.
Como medir: alcance por post em coautoria, cliques nas páginas do site e contatos relatados pelos estabelecimentos
O site tem um mapa do turista em PDF, 14 guias de turismo listados com contato e 3 agências. São ferramentas de planejamento já construídas e pagas, que nenhuma das 79 publicações apresentou. Cada guia é também um profissional que vive disso na cidade: apresentar o trabalho deles no perfil oficial move renda local e não exige produção nova, só mostrar o que está lá.
Como medir: acessos ao mapa e contatos relatados pelos guias
Os dois posts de maior engajamento do período são de identidade e orgulho regional. Curiosidade histórica em formato curto é o mesmo combustível, disponível o ano inteiro e sem depender de evento na agenda.
Como medir: compartilhamentos
O calendário abriu 12 dias sem publicação em meados de julho, durante as férias escolares de inverno, e 9 dias no início da Semana Farroupilha. São exatamente as semanas em que o gaúcho decide passeio. Conteúdo atemporal pronto cobre esses vãos sem depender de produção na hora.
Como medir: semanas sem publicação ao longo do ano
Cada um destes viaja por um motivo diferente, em uma época diferente, e nenhum deles recebeu conteúdo próprio nas 79 publicações. A única exceção é um post de Dia dos Namorados.
Porto Alegre, Santa Maria, Passo Fundo e oeste de Santa Catarina exigem argumentos diferentes, porque a distância e o tipo de viagem mudam. Falta também o vizinho mais próximo de todos: a fronteira argentina fica a cerca de 50 km, e a bilheteria do site já vende sessão do Som e Luz em espanhol, ou seja, a estrutura para receber esse turista existe antes da comunicação que o convida. Nenhum post do período fala com uma cidade específica, de nenhum dos dois lados, e nenhuma hashtag mira origem de turista. Como a segmentação dos anúncios não é visível de fora, a proposta aqui é a camada orgânica mais o teste pago, com custo por contato medido cidade a cidade.
Como medir: custo por contato, separado por cidade
A história das Missões está no conteúdo escolar do estado. Excursão escolar é grupo grande, em dia útil, fora do pico de temporada, exatamente o que ajuda a preencher a baixa. Falta material dirigido a quem organiza: professor, coordenação e secretaria de educação.
Como medir: contatos de escolas por mês
Viajam em dia útil e em baixa temporada, ficam mais tempo e a decisão passa por um organizador de excursão. É um público pequeno e fácil de alcançar, que traz ônibus cheio em vez de carro com quatro pessoas.
Como medir: contatos de agências e organizadores
O Som e Luz à noite e o pôr do sol nas ruínas são programa de casal, e nunca foram apresentados assim. É um enquadramento que não custa produção nova, só muda a narrativa do que já existe.
Como medir: salvamentos e compartilhamentos entre perfis
O Caminho das Missões movimenta um público de nicho que fica vários dias na região, gasta em hospedagem e alimentação e produz o próprio conteúdo durante o trajeto, material que volta para o perfil sem custo.
Como medir: marcações recebidas por mês
O que faz o mesmo conteúdo alcançar mais gente, sem depender de aumentar a verba.
O botão de impulsionar resolve alcance e já permite objetivo de mensagem e cidade. O que ele não dá é público personalizado, remarketing de quem já assistiu, controle de posicionamento, teste A/B entre criativos e relatório de custo por contato separado por origem. Essas cinco coisas só existem no Gerenciador, e são elas que transformam verba em contato rastreável. Um dos posts mais vistos do período teve 93 mil visualizações com 0,22% de curtidas por visualização, contra 1,46% da mediana do perfil. É o padrão de distribuição ampla: muita gente vê, poucas reagem. O que essas visualizações geraram depois só os dados da conta respondem.
Como medir: custo por contato e por clique, por cidade
Somando o que já está mapeado, são cerca de 33 negócios da cidade: 11 casas da Missões à Mesa, 5 hospedagens, 14 guias de turismo e 3 agências no site. Cada um deles tem a própria audiência no Instagram. Nenhuma publicação do período entrou em coautoria com nenhum deles. O trabalho difícil, que é reunir e convencer os estabelecimentos, a Secretaria já fez. Em coautoria, o mesmo post nasce também no feed dos seguidores de cada casa, sem gastar em mídia, e vira uma rede de distribuição que hoje está parada. O ganho depende de quanto as audiências se sobrepõem, então é um teste a medir, não um número garantido.
Declaração de interesse. A Pousada das Missões, cujos resultados uso como referência nesta proposta, é minha cliente e está entre as hospedagens listadas no site oficial. Por isso o critério de quem entra em cada publicação precisa ser público e definido com a Secretaria, seja por ordem de cadastro, por rodízio ou pelo que a pauta pedir. A Pousada entra nas mesmas condições de qualquer outro estabelecimento, sem prioridade de pauta nem de frequência. Prefiro deixar isso escrito do que deixar para ser perguntado.
Como medir: alcance dos posts em coautoria contra a mediana de posts comparáveis
Hoje quem fala é sempre a instituição ou a reportagem de TV. Nos comentários há gente contando que já foi duas vezes e que assistiu ao Som e Luz, pessoas dispostas a narrar a experiência. Repostar com crédito e pedir marcação cria um fluxo de conteúdo que não custa produção.
Como medir: menções e marcações recebidas por mês
O post mais visto do período é um vídeo de 23 segundos, sem pessoas e sem texto na capa, mostrando um balão com a bandeira do estado sobre as ruínas no 20 de Setembro. Levou 154 mil visualizações, mais de quatro vezes a base de seguidores do perfil. O que viraliza aqui é aquilo que o gaúcho quer mostrar como seu, e isso aconteceu uma vez em seis meses.
Como medir: compartilhamentos por publicação
Os vídeos do perfil que têm pessoa na tela são registros de estande de feira ou de show. Ninguém conduz o espectador pelo lugar como faria um guia. É o formato que mais aproxima quem nunca veio de decidir vir.
Como medir: tempo médio de visualização
Para não haver dúvida sobre onde começa e onde termina esta frente de trabalho.
Agenda de eventos, comunicados oficiais, homenagens institucionais, assessoria de imprensa e cobertura protocolar continuam com quem já faz hoje. A proposta não substitui, não reescreve e não interfere nessas entregas. O que está nesta página é uma camada nova, voltada a um público que hoje não é endereçado: o turista de fora, antes de decidir a viagem.
Como este levantamento foi feito. Dados públicos do @visitesaomiguel em setembro de 2026, sobre as 79 publicações do período, e páginas públicas do site oficial conferidas em 1º de outubro de 2026. Curtidas, comentários, visualizações de vídeo e conteúdo das legendas são visíveis de fora e foram contados. Alcance de fotos e carrosséis, salvamentos, compartilhamentos, públicos salvos, segmentação e verba de anúncio não são visíveis de fora e por isso não aparecem como número em nenhum item desta página. Onde o diagnóstico depende de dado interno, o item está marcado como "a confirmar na conta" em vez de afirmado. Resultados obtidos na Pousada das Missões, na mesma cidade, estão em pedronicolasmm-coder.github.io/proposta-complementacao-prefeitura.