Auditei as 79 publicações do @visitesaomiguel entre abril e setembro de 2026. Um post sozinho fez 154 mil visualizações, quatro vezes a base de seguidores, e não tinha para onde mandar ninguém. Três frentes que complementam o trabalho que já é feito.
Sei que a Secretaria está atravessando um momento de reorganização. Nada aqui é avaliação do trabalho de quem está na frente disso: o perfil tem alcance real, identidade própria e conteúdo bem feito, e é justamente por isso que vale somar. Esta é a leitura de quem mora na cidade e trabalha com isso todo dia, sobre onde eu consigo complementar. E serve quando fizer sentido para vocês, não antes.
Analisei publicação por publicação as 79 do @visitesaomiguel entre 3 de abril e 22 de setembro de 2026. O conteúdo fura a bolha: o post do 20 de Setembro fez 154 mil visualizações até aquela data, mais de quatro vezes a base de seguidores, e não levava a lugar nenhum. O post seguinte em alcance, de 93 mil, tinha chamada para o link e mesmo assim rendeu 0,22% de curtidas por visualização, contra 1,46% da mediana do perfil. Os dois juntos mostram o problema: quando o alcance é grande e orgânico, falta caminho; quando há caminho, o alcance veio amplo e frio. Nenhum dos dois casos é falta de esforço. É falta de mira.
Como este levantamento foi feito. Dados públicos do @visitesaomiguel em setembro de 2026, sobre as 79 publicações entre 3 de abril e 22 de setembro de 2026, e páginas públicas do site oficial conferidas em outubro de 2026. Curtidas, comentários, visualizações de vídeo e conteúdo das legendas são visíveis de fora e foram contados. Alcance de fotos e carrosséis, salvamentos, compartilhamentos, públicos salvos, segmentação e verba de anúncio não são visíveis de fora e por isso não aparecem como número em nenhum ponto desta proposta. Onde o diagnóstico depende de dado interno, está escrito como verificação a fazer, não como fato.
O botão de impulsionar e o Gerenciador de Anúncios são ferramentas diferentes. O botão resolve alcance e já permite objetivo de mensagem e cidade. O que ele não dá é público personalizado, remarketing de quem já assistiu, controle de posicionamento, teste A/B entre criativos e relatório de custo por contato separado por origem. São essas cinco coisas que transformam verba em contato rastreável. Um dos posts mais vistos do período teve 93 mil visualizações com 0,22% de curtidas por visualização, contra 1,46% da mediana do perfil. É o padrão de distribuição ampla: muita gente vê, poucas reagem.
O @visitesaomiguel tinha 37,4 mil seguidores em setembro e engajamento mediano de 0,26% por publicação. A maior parte das 79 publicações do período é agenda, evento ou comunicado. O que quase não aparece é o conteúdo que responde a quem está decidindo: nenhum roteiro de 1, 2 ou 3 dias, nenhuma publicação sobre como chegar, nenhuma sobre quanto custa um fim de semana. O único post-guia do período ficou acima da mediana do perfil: o formato funciona e foi usado uma vez.
Eventos são o tema mais publicado do perfil: cerca de 22 das 79 publicações do período. O material divulga bem para quem já vai, mas quase não sobra registro que faça quem ficou de fora querer estar na próxima edição. É esse registro que transforma um evento local em motivo de viagem.
O conteúdo de planejamento dá ao anúncio para onde mandar o turista. O anúncio leva esse conteúdo a quem mora nas cidades de origem. A cobertura de evento alimenta as duas e ainda constrói o público quente que será usado no mês seguinte. É o ciclo que hoje não se fecha: o alcance acontece e se perde.